Agro diversifica exportações em maio e movimenta US$ 14,9 bilhões

Publicado em 12.06.25

As exportações do agronegócio brasileiro movimentaram US$ 14,9 bilhões em maio de 2025. O número representa uma leve queda de 1,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, resultado influenciado pela redução no volume embarcado (-4,2%). Ainda assim, o desempenho reforça a resiliência do setor, impulsionado pela alta de 2,9% nos preços médios dos produtos exportados

Frutas, sorvetes e batatas surpreendem

Além dos principais produtos da pauta exportadora, o destaque do mês ficou por conta de produtos menos convencionais, que conquistaram resultados históricos. Suco de frutas, sorvetes, papel, goiabas e batatas processadas bateram recordes de exportação para o mês.

O suco, por exemplo, mais que dobrou as vendas: saltou de US$ 11,3 milhões para US$ 25,5 milhões (+126%). Sorvetes seguiram a mesma linha, com alta de 78,6%, alcançando US$ 6,4 milhões. Já as exportações de goiaba atingiram US$ 278 mil, o dobro do registrado no ano anterior.

Celulose bate recordes com demanda chinesa

A celulose brasileira teve um dos melhores desempenhos da série histórica, com recordes tanto em valor quanto em volume: US$ 981,5 milhões e 2,1 milhões de toneladas. A China, principal destino do produto, aumentou suas compras em quase 60%.

Suínos crescem com força no mercado asiático

Na proteína animal, a carne suína in natura teve crescimento expressivo, com alta de 30,6% em relação a maio de 2024, somando US$ 274,4 milhões em exportações. O resultado foi impulsionado pela demanda crescente em países como Filipinas, Chile, Japão e Cingapura.

Produtos de nicho ganham espaço

Óleo de amendoim, manteiga de cacau e sebo bovino também surpreenderam, atingindo os maiores valores de exportação já registrados para o mês de maio. O óleo de amendoim, por exemplo, mais que dobrou o faturamento: de US$ 13,4 milhões em 2024 para US$ 30,1 milhões em 2025 (+125%).

Gripe aviária gera alerta, mas impacto é contido

Mesmo com o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no Brasil — detectado em Montenegro (RS) em 15 de maio —, as exportações de carne de frango conseguiram manter desempenho relevante.

A atuação rápida das autoridades sanitárias e o diálogo constante com os parceiros comerciais ajudaram a conter impactos mais amplos. Alguns países impuseram restrições, mas, em sua maioria, de forma regionalizada.

Mais mercados e presença global reforçada

Em maio, o Brasil conquistou o acesso a 25 novos mercados, totalizando 381 desde o início da atual gestão. Países africanos estão entre os novos destinos, resultado direto do “II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar”, realizado em Brasília.

A China, maior parceira comercial do agro brasileiro, também recebeu missão presidencial que fortaleceu a cooperação bilateral e abriu espaço para avanços em setores como o florestal e o sucroalcooleiro.

Açúcar e café: consolidados, mas ainda competitivos

Mesmo com queda nas exportações de açúcar, o setor foi parcialmente compensado por um salto de 354% nas vendas para a China. Já o café se beneficiou da valorização no mercado internacional, ajudando a elevar o índice geral de preços do agro brasileiro.

Resiliência do agro segue firme

O saldo de maio confirma: mesmo diante de desafios, o agronegócio brasileiro segue firme, diversificando mercados, valorizando nichos e reforçando sua imagem como fornecedor confiável no cenário global.

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