Frota aeroagrícola brasileira bate recorde e avança na modernização
A aviação agrícola brasileira encerrou 2024 com 2.722 aeronaves tripuladas registradas, entre aviões e helicópteros, consolidando sua importância como ferramenta estratégica para a agricultura de larga escala no país
O número representa o maior patamar já registrado, com crescimento de 7,21% em relação ao ano anterior, o mais expressivo desde 2011. O dado consta no estudo anual elaborado pelo SINDAG (Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola), com base em informações da ANAC.
Entre os destaques da análise, chama atenção a expansão das aeronaves com motor turboélice, que hoje representam 34,35% da frota, frente a apenas 7,27% em 2011. Além disso, o relatório mostra que a aviação agrícola brasileira é a única no mundo com 30% da frota movida a etanol, um diferencial em sustentabilidade energética.
A pesquisa também confirma a liderança do estado de Mato Grosso, com 749 aeronaves, seguido por Rio Grande do Sul (385) e São Paulo (320), refletindo a concentração da agricultura mecanizada. A Embraer lidera entre as marcas com 51,6% da frota, enquanto Air Tractor e Cessna completam os primeiros lugares.

A modernização tecnológica é outro ponto forte: mesmo com predominância de aviões a pistão (71%), há crescimento contínuo das aeronaves importadas — que representam 48% da frota — e da adoção de drones e pulverização de precisão, reforçando a tendência de um agro mais sustentável e eficiente.
Segundo o estudo, “a aviação agrícola segue como um pilar fundamental para a produtividade no campo, contribuindo para a segurança alimentar global e a sustentabilidade da produção agropecuária”. A idade média da frota é de 22 anos, mas os investimentos recentes sugerem um novo ciclo de renovação e profissionalização do setor.
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