Comer bem para viver melhor: alimentação saudável e agrobiodiversidade
Como os alimentos que escolhemos todos os dias influenciam nossa saúde e o meio ambiente?
Para responder a essa pergunta de forma simples e acessível, pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP) lançaram a cartilha “Agrobiodiversidade Alimentar: comer bem para viver melhor”.
Produzido pelo Grupo PET-Ecologia (Programa de Educação Tutorial), o material propõe um mergulho na rica diversidade de alimentos do Brasil, relacionando culinária, produção agrícola e hábitos de consumo. A edição é da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq).
Tradição e diversidade no prato
Em 12 capítulos, a cartilha aborda temas como produção agrícola, abastecimento, comercialização, agricultura familiar e a conexão entre alimentação saudável e a agrobiodiversidade.
“Queremos estimular uma reflexão sobre como nos alimentamos, a importância da segurança alimentar e o valor da diversidade de alimentos típicos do Brasil, como os cultivados por práticas agroecológicas e da agricultura orgânica”, explica a professora da Esalq, Taitiâny Kárita Bonzanini, uma das orientadoras do projeto
Entre os destaques da publicação está o fenômeno da “destropicalização” dos alimentos, ou seja, a substituição gradual de ingredientes tradicionais da culinária brasileira — como a farinha de mandioca — por itens de origem europeia, como o arroz. O processo, segundo os autores, revela como influências culturais e padrões de status social impactaram nossos hábitos alimentares ao longo dos séculos.
Resgatando raízes alimentares
A publicação também resgata o impacto da chegada dos portugueses ao Brasil, que se encantaram com a riqueza alimentar indígena: milho, caju, abacaxi, amendoim e, especialmente, a mandioca. No entanto, com o tempo e a influência de imigrantes europeus, ingredientes tropicais perderam espaço para alimentos de clima temperado, muitas vezes vistos como mais “valorizados”.
O conteúdo é fruto de uma pesquisa realizada em 2021 com a comunidade acadêmica da Esalq sobre hábitos alimentares. “Durante a pandemia, mesmo com as limitações do ensino remoto, o grupo encontrou na elaboração da cartilha uma forma de continuar seu trabalho de extensão universitária”, comenta a equipe do PET-Ecologia, formada por estudantes e vinculada ao MEC.
Onde acessar
A cartilha “Agrobiodiversidade Alimentar: comer bem para viver melhor” está disponível para download gratuito no site da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (aqui).
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