Doces, travessuras e abóboras
A abóbora, protagonista das decorações de Halloween, tem uma história que começa muito antes das festas e fantasias e tem tudo a ver com o campo

A tradição surgiu na Irlanda, onde, segundo uma antiga lenda, um homem chamado Jack vagava pelas noites com uma lanterna feita de nabo para iluminar seu caminho. Com o tempo, as pessoas passaram a esculpir rostos nessas lanternas para afastar maus espíritos. Quando os imigrantes levaram o costume para os Estados Unidos, trocaram o nabo pela abóbora, mais abundante e fácil de esculpir durante o outono, época de colheita. Assim nasceu o famoso “Jack O’Lantern”.
Por trás dessa história curiosa, há um elo direto com a agricultura. O Halloween marca, no hemisfério norte, o fim da safra e o início do inverno, um período de agradecimento e celebração pela colheita. É um lembrete de que muitas tradições culturais nasceram do ritmo da terra e dos ciclos produtivos.
No Brasil, as abóboras também fazem parte do dia a dia e da nossa culinária. Cultivadas em praticamente todas as regiões, elas estão nas hortas, nas feiras e nas mesas, em receitas doces e salgadas. Mais do que um símbolo de festa, são um exemplo de como o agro está presente em histórias, culturas e costumes ao redor do mundo.
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