Consórcio de máquinas agrícolas cresce quase 150% em seis anos

Publicado em 25.11.25

O agronegócio segue como pilar da economia, representando cerca de 25% do PIB nacional, com forte presença no emprego, nas exportações e na segurança alimentar e energética. Entre 2020 e 2024, o PIB médio do setor foi de 25,1% e pode chegar a 30% em 2025, segundo o Cepea/Esalq-USP, impulsionado por safra recorde e valorização das commodities.

aerial view of green grass field during daytime

Com avanços tecnológicos e alta competitividade, culturas como soja, milho e carne continuam puxando o desempenho do setor. Nesse cenário, o Sistema de Consórcios ganhou força no planejamento agrícola e pecuário, especialmente para aquisição de tratores, máquinas e implementos. Atualização do Banco Central reposicionou a participação: 51% em Máquinas Agrícolas, 41% em Caminhões e 8% nos demais itens.

Participantes cresceram 149% em seis anos

Entre 2020 e 2025, o número de consorciados ativos em Máquinas Agrícolas passou de 184,79 mil para 460,12 mil — alta de 149%. Os créditos variam entre R$ 126,26 mil e R$ 1 milhão, com valor médio de R$ 565,27 mil.

Aumento das adesões atingiu 110,9%

Com taxa média de administração de 0,087% ao mês e prazo de 135 meses, as adesões cresceram 110,9% nos acumulados de janeiro a agosto, saltando de 32,27 mil cotas (2020) para 68,05 mil (2025). As vendas movimentaram R$ 17,11 bilhões neste ano — 13,7% acima de 2024.

Centro-Oeste lidera adesões

Entre janeiro e agosto de 2025, o Centro-Oeste concentrou 36% das cotas vendidas, seguido por Sudeste (25,6%), Sul (19,9%), Norte (10,6%) e Nordeste (7,9%).

Contemplados avançam 138,6%

As contemplações passaram de 13,40 mil (2020) para 31,97 mil (2025). Entre os contemplados, 91,6% adquiriram máquinas novas e 8,4% seminovas. Os equipamentos mais procurados foram tratores (87,1%), colheitadeiras (2,5%) e pulverizadores (1,1%).

Centro-Oeste lidera contemplações

A região respondeu por 33,1% das contemplações de janeiro a agosto, seguido por Sudeste (28,9%), Sul (25,1%), Nordeste (8,2%) e Norte (4,7%). Os créditos são atualizados por Tabela do Fabricante e IPCA (38,45% cada), além de INPC, INCC e 50% da Selic (7,7% cada). No período, R$ 7,99 bilhões foram injetados no mercado — alta de 48,3% sobre 2024.

Complementos da pesquisa

Dos consorciados ativos, 67% são pessoas físicas e 33% jurídicas. Entre as faixas etárias, 12,9% têm de 18 a 30 anos; 42,1%, de 31 a 45; e 45%, acima de 45. As adesões ocorreram via parceiros comerciais (58%) ou profissionais de vendas (42%). As propriedades variam de 50 a mais de 300 hectares; 90% atuam com soja, milho e arroz, e 10% com produção animal.

Sistema de consórcios no agronegócio

O consórcio tem se mostrado uma ferramenta eficiente para planejamento, aquisição de máquinas tecnológicas e redução de custos, destaca Paulo Roberto Rossi, presidente da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios – ABAC. O mecanismo também permite investir em estruturas, caminhões, aeronaves, embarcações, drones, energia, segurança e serviços de gestão e meteorologia. Além disso, pode funcionar como reserva técnica para imprevistos.

“O consórcio de máquinas agrícolas contribui diretamente para a expansão do agronegócio no Brasil”, resume Rossi.

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