Estudantes da UFG conhecem modelos de recomposição ambiental aplicados em fazenda

Publicado em 29.11.25

Um grupo de 19 estudantes de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Goiás (UFG) realizou, em 25 de novembro, uma visita técnica à Fazenda Guzerá da Capital, no Distrito Federal, para conhecer modelos de recomposição ambiental do Cerrado utilizados em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais. As áreas recebem experimentos desenvolvidos pela Embrapa em parceria com a CNA durante o Projeto Biomas.

Alunos conheceram experiências de recomposição ambiental da paisagem rural conduzidas pela Embrapa e parceiros

A atividade integrou a disciplina Recuperação de Áreas Degradadas e Avaliação de Impactos Ambientais, conduzida pela professora Sybelle Barreira há mais de 13 anos na propriedade. Os estudantes puderam observar, no campo, diferentes estratégias de restauração, como semeadura direta e plantio de mudas para mata seca, mata de galeria e áreas de nascentes, além do uso de gramíneas nativas. Também foram discutidas as possibilidades de exploração econômica das áreas recuperadas.

Felipe Ribeiro, pesquisador da Embrapa Cerrados, destacou que aproximar teoria e prática é essencial para a formação de profissionais da área. “Os experimentos apresentam dados reais, de longo prazo, que mostram o que funciona e em quais condições. Isso transforma o conhecimento técnico em aplicação concreta”

A visita também evidenciou a importância da recomposição ambiental como oportunidade para o produtor rural, seja para atender às exigências legais, aumentar a sustentabilidade da propriedade ou incorporar práticas que valorizam o negócio. Segundo o proprietário José Brilhante Neto, receber estudantes e pesquisadores gera ganhos mútuos: “Além do acesso gratuito a conhecimento técnico e tecnologias avançadas, conseguimos visualizar melhorias possíveis dentro da fazenda e fortalecer nossa relação com a sociedade.”

Os alunos destacaram que a experiência amplia a compreensão sobre práticas de restauração e sobre os desafios enfrentados pelos produtores. Muitos deles puderam observar pela primeira vez estruturas e técnicas vistas apenas em sala de aula, como barraginhas, manejo de regeneração natural e integração entre objetivos ambientais e econômicos.

Para os participantes, a aproximação com a realidade do campo reforça o papel da Engenharia Florestal na recuperação de áreas degradadas e na adaptação da produção às mudanças climáticas, um tema cada vez mais presente na agenda do agro sustentável.

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