Brasil embarca primeira carga de DDG para a China
O Brasil realizou o primeiro embarque de DDG (Dried Distillers Grains) para a China, consolidando a abertura do mercado chinês ao coproduto do etanol de milho. O navio partiu do Porto de Imbituba (SC) com cerca de 62 mil toneladas destinadas à alimentação animal.
O envio marca um novo passo na diversificação da pauta exportadora brasileira e no avanço da cadeia do milho, especialmente em um momento de expansão da produção de etanol de milho no país.

Acesso ao mercado e habilitação de plantas
Após a assinatura do protocolo sanitário bilateral, 13 estabelecimentos brasileiros foram habilitados a exportar DDG para a China. As unidades passaram por processos de registro, inspeção e verificação de requisitos como rastreabilidade, controle sanitário e boas práticas de fabricação.
A habilitação consolida padrões oficiais de qualidade e amplia a inserção do produto brasileiro em mercados de alta exigência técnica.
Expansão das exportações
O DDG vem ganhando espaço no comércio internacional como insumo estratégico para nutrição animal. Em 2024, o Brasil exportou cerca de 791 mil toneladas do produto. Em 2025, os embarques avançaram para 879 mil toneladas, crescimento de 9,77%, com vendas para 25 destinos.
No mesmo período, a China importou mais de US$ 66 milhões em produtos dessa categoria, sinalizando potencial de crescimento para o fornecedor brasileiro.
Milho, etanol e agregação de valor
O avanço das exportações está diretamente ligado à expansão da indústria de etanol de milho, que projeta produção próxima a 10 bilhões de litros na safra 2025/2026. O aumento do processamento de grãos amplia também a oferta de coprodutos como DDG e DDGS.
Ao transformar milho em energia e proteína para alimentação animal, o Brasil fortalece a integração entre agricultura, bioenergia e nutrição animal, agregando valor à produção e ampliando sua presença na cadeia global.
O que é DDG
DDG é a sigla para Distillers Dried Grains, coproduto obtido no processamento do milho para produção de etanol. Após a fermentação e destilação, os componentes não convertidos em álcool, como proteínas e fibras, são concentrados e secos, resultando em um insumo utilizado na alimentação animal.
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