Etanol de trigo no Rio Grande do Sul inaugura novo capítulo da bioenergia
O Rio Grande do Sul passa a integrar o mapa da inovação em biocombustíveis com a entrada em operação da primeira usina brasileira capaz de produzir etanol a partir do trigo.

A C.B Bioenergia, instalada no município de Santiago, recebeu a Licença de Operação dos órgãos ambientais estaduais e está apta a começar a rodar sua linha produtiva.
Um novo combustível para a matriz energética gaúcha
A unidade chega em um momento estratégico para o Estado, que busca ampliar sua oferta de energia limpa. O etanol de trigo, somado ao uso de outros grãos como triticale, cevada, centeio e milho, abre caminho para uma diversificação inédita das fontes renováveis utilizadas no RS.
Segundo o governo estadual, a autorização marca a segurança ambiental do empreendimento, que cumpriu todos os requisitos legais para funcionamento.
Produção robusta e aproveitamento integral dos grãos
Com 150 mil m² de área construída, a planta industrial foi projetada para entregar números expressivos:
- 1.300 m³/mês de etanol hidratado
- 1.140 m³/mês de etanol neutro
- 810 toneladas/mês de DDGS
- 2.160 toneladas/mês de WDGS
Os coprodutos serão destinados principalmente à formulação de rações, reforçando a circularidade e o aproveitamento integral das matérias-primas.
Tecnologia que transforma diferentes cereais em energia
A operação envolve desde a recepção e pesagem dos grãos até etapas de moagem, fermentação, destilação, retificação e armazenamento do etanol. O desenho industrial permite que múltiplas culturas agrícolas integrem o processo, favorecendo o produtor rural e gerando novas oportunidades para a região.
Agro gaúcho ganha valor e o meio ambiente também
Para a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), o projeto mostra como o uso de derivados não alimentícios e o aproveitamento de grãos variados podem impulsionar alternativas energéticas de menor impacto ambiental. A iniciativa fortalece a bioenergia no Estado e aumenta o valor agregado da produção agrícola local.
Com a operação da usina de etanol de trigo, o RS não apenas inaugura um novo produto na sua matriz energética, mas também se posiciona como protagonista em soluções renováveis dentro do agronegócio brasileiro.
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