Pós-colheita é determinante para garantir competitividade do setor de hortifrúti

Publicado em 16.09.25

A pós-colheita é um elo pouco discutido, mas com grande impacto sobre a qualidade dos alimentos e a competitividade do setor de hortifrúti

É no intervalo entre a colheita e o consumo que se decide se frutas e hortaliças chegarão frescas, saborosas e com valor agregado às gôndolas. O desafio da pós-colheita é que nenhuma tecnologia avançada é capaz de compensar falhas básicas: uma colheita descuidada, a ausência de refrigeração, a falta de higiene ou embalagens inadequadas comprometem todo o trabalho da cadeia! Quando um elo falha, todos perdem, do produtor ao consumidor.

Para a edição de setembro, a equipe de pesquisadores da revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, reuniu um time de especialistas que vivenciam a pós-colheita na ciência e na prática. Eles compartilham suas experiências no campo, nos galpões de beneficiamento e no varejo.

Segundo especialistas, ao longo das discussões, ficou claro que as ações do setor precisam ser integradas, com responsabilidades compartilhadas e quais tecnologias que podem fazer grande diferença já estão disponíveis.

Com a experiência de quem transformou o campo, galpões e gôndolas em laboratórios vivos, a Dra. Milza Moreira Lana, pesquisadora da Embrapa Hortaliças, é categórica: não existe solução única. “Tecnologia não faz milagre: se o produto chega danificado do campo, não há refrigeração ou boas práticas que salvem a qualidade. Não adianta investir em frio se o varejo reempacota e amassa folhosas”, alerta

Pesquisadores da HF Brasil indicam que defender a pós-colheita é sustentar políticas, ciência e gestão – do campo à gôndola do supermercado – e fortalecer a educação do consumidor, para que tenha maior consciência sobre o que comprar e como consumir. Só assim será possível garantir qualidade, reduzir desigualdades e minimizar perdas e desperdício.

Você também encontra nesta edição:

  • ALFACE – Safra de inverno avança com preços baixos
  • BANANA – Oferta da nanica diminui ainda mais; preços avançam
  • BATATA – Em pico da safra de inverno, cotações seguem abaixo dos custos
  • CEBOLA – Excesso produtivo derruba preços em todo o País
  • CENOURA – Com menos áreas colhidas no Cerrado, cotações têm forte alta
  • CITROS – Isenção de sobretaxa dos EUA traz alívio ao setor, mas contratos seguem lentos
  • MAÇÃ – Volta às aulas impulsiona mercado em agosto
  • MAMÃO – Oferta crescente pressiona cotações
  • MANGA – Menor oferta de tommy mantém cotações em alta
  • MELANCIA – Apesar de quedas pontuais, oferta controlada garante alta de preços
  • MELÃO – Fim de colheita no Vale e início lento no RN/CE mantém baixa oferta em agosto
  • TOMATE – Temperaturas sobem de forma gradual e elevam oferta
  • UVA – Uvas sem semente voltam a se valorizar no Vale do São Francisco

Clique aqui e confira a publicação na íntegra.

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