Cadeia da soja e do biodiesel cresce 11,7% e reforça peso na economia

Publicado em 07.05.26

A cadeia da soja e do biodiesel registrou crescimento de 11,7% em 2025, impulsionada principalmente pela safra recorde e pela intensificação do processamento do grão no país.

Com isso, o segmento passou a representar 21,6% do PIB do agronegócio e 5,4% do PIB brasileiro, reforçando sua relevância econômica e seu papel estratégico na geração de valor ao longo da cadeia.

Os estudos foram realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Processamento ganha protagonismo

O avanço não ficou restrito ao campo. A agroindústria também apresentou crescimento, sustentada pela maior oferta de matéria-prima e pela demanda aquecida por derivados da soja.

O esmagamento registrou expansão, refletindo tanto o consumo doméstico, impulsionado pelo biodiesel, quanto o desempenho das exportações de óleo e farelo. Os volumes processados atingiram níveis recordes, consolidando o movimento de agregação de valor dentro do país.

Biodiesel em alta

O segmento de biodiesel também contribuiu para o resultado, com crescimento relevante impulsionado pela demanda e pela elevação da mistura obrigatória ao diesel. A medida ampliou a produção e consolidou novos patamares para o setor ao longo do ano.

Além disso, a indústria de rações avançou, acompanhando o desempenho de cadeias como a avicultura, que manteve demanda firme no mercado interno.

Serviços acompanham expansão

O crescimento da produção e da indústria teve reflexos diretos nos agrosserviços, que avançaram de forma expressiva, acompanhando a maior movimentação da cadeia.

Esse movimento reforça a tendência de integração entre as etapas produtivas, com maior demanda por logística, transporte, armazenagem e serviços especializados.

Emprego cresce, com mudanças na estrutura

A população ocupada na cadeia também aumentou, ultrapassando 2,3 milhões de pessoas empregadas em 2025, com destaque para os segmentos de serviços, insumos e biodiesel.

Por outro lado, a produção primária e parte da indústria registraram redução nas ocupações, reflexo do alto nível de mecanização e dos ganhos de produtividade, que reduzem a necessidade de mão de obra direta mesmo em cenários de maior produção.

Exportações crescem em volume

No comércio exterior, o volume exportado da cadeia aumentou, impulsionado pela forte produção. No entanto, o valor total embarcado recuou, influenciado pela queda nos preços internacionais diante da ampla oferta global.

A China permaneceu como principal destino, mas outros mercados também ganharam relevância, indicando maior diversificação das exportações brasileiras.

Mais valor dentro do país

Um dos destaques do estudo é o ganho de valor associado ao processamento. A soja processada no Brasil gera mais de quatro vezes o valor por tonelada em comparação ao grão exportado in natura, evidenciando o potencial de agregação de valor ao longo da cadeia.

Isso enfatiza o papel estratégico da industrialização e da integração entre os diferentes elos do próprio agronegócio brasileiro, ampliando a geração de renda e a competitividade do setor no cenário global.

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