O Gran Chaco: caminhos para um futuro sustentável
Gran Chaco oferece uma oportunidade sem precedentes para criar um modelo global de reconciliação entre produção e proteção
O Gran Chaco é tanto uma região de biodiversidade quanto um fornecedor vital de recursos para as comunidades locais e as economias nacionais. Seus ecossistemas ricos – florestas, savanas, áreas alagadas e campos – abrigam mais de 3.400 espécies de plantas e inúmeras de animais, muitas das quais estão ameaçadas pela expansão agrícola, conversão de terras e incêndios florestais. A região também possui um imenso valor cultural, sendo lar de diversos povos tradicionais cujos modos de vida estão profundamente entrelaçados com o bioma.
No entanto, o Gran Chaco não é uma entidade única – é um mosaico de sub-regiões interconectadas, cada uma moldada por climas, paisagens e caminhos de desenvolvimento distintos. Enquanto o Chaco Úmido, com suas áreas alagadas e planícies férteis, sustenta uma agricultura mais intensiva e a criação de gado, o Chaco Seco enfrenta condições ambientais mais severas, exigindo estratégias adaptadas para gestão da água, desenvolvimento de infraestrutura e uso sustentável da terra. Reconhecer essa pluralidade é essencial para projetar políticas que respeitem as identidades e realidades locais, enquanto promovem uma abordagem trinacional coordenada que equilibre a conservação e o crescimento econômico.
Diante do aumento da demanda global por alimentos e commodities, o Gran Chaco apresenta uma oportunidade sem precedentes para se tornar um modelo global de reconciliação entre produção e preservação ambiental. Governos, empresas, ONGs e organizações multilaterais já deram passos para avançar em soluções sustentáveis na região. Expandir e ampliar essas iniciativas será fundamental para desbloquear o pleno potencial do bioma.
Ao abraçar essa transição, Argentina, Bolívia e Paraguai podem posicionar o Gran Chaco como um líder no desenvolvimento econômico verde – um que compreenda prosperidade econômica, integridade ecológica e inclusão social.
As soluções existem: agricultura regenerativa, pecuária sustentável, abordagens jurisdicionais para o planejamento e gestão do uso da terra e modelos financeiros baseados na natureza. O que é necessário agora é escala, investimento e alinhamento entre os setores. Governos, instituições financeiras, cadeias de suprimentos corporativas e comunidades locais têm um papel a desempenhar.
Um estudo do Fórum Econômico Mundial que contou com a colaboração da Tropical Forest Alliance e da REVER Consulting sugere algumas ações para fortalecer a cooperação regional, ampliar investimentos sustentáveis e garantir que o Gran Chaco prospere como uma paisagem produtiva, resiliente e biodiversa para as gerações futuras.
Confira o estudo na íntegra aqui
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