Melhoramento genético impulsiona criação da “ovelha do futuro”

Publicado em 30.09.25

Resumo da matéria

  • Pesquisas já resultaram em ovelhas com melhor conformação e rendimento de carcaça, perda espontânea de lã, maior prolificidade e resistência à verminose
  • Esses animais já foram testados com sucesso na Embrapa Pecuária Sul (RS) e agora seguem para validação em rebanhos comerciais
  • A expectativa é duplicar a eficácia produtiva na ovinocultura de corte, com melhor relação entre receitas e despesas
  • As melhorias genéticas também contribuem para reduzir emissões de gases de efeito estufa e diminuir o número de animais improdutivos nos rebanhos
  • O projeto está em fase de repasse de reprodutores para produtores parceiros, com acompanhamento e avaliação em campo
  • Os cientistas querem que a ovinocultura do futuro possa adotar todas ou apenas algumas das características genéticas desenvolvidas, de acordo com os sistemas de produção

Pesquisadores da Embrapa Pecuária Sul (RS) estão desenvolvendo um projeto de melhoramento genético que já começa a desenhar a chamada “ovelha do futuro”. O trabalho busca oferecer à ovinocultura de corte animais mais eficientes, produtivos e rentáveis.

Entre os avanços obtidos, os exemplares selecionados reúnem quatro características principais: melhor conformação e rendimento de carcaça, perda espontânea de lã, maior prolificidade e resistência à verminose. A iniciativa também contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para a diminuição do número de animais improdutivos nos rebanhos.

A pesquisa combina seleção por genótipo — quando os genes responsáveis pelas características já foram identificados — e por fenótipo, a partir da observação de indivíduos com maior desempenho. O próximo passo é validar os resultados em rebanhos comerciais, em parceria com produtores da região.

O projeto prevê a cessão de carneiros geneticamente melhorados a criadores parceiros, que acompanharão o desempenho dos animais nascidos a partir dos cruzamentos. O monitoramento inclui registros zootécnicos detalhados, avaliação do escore de cobertura de lã, resistência a parasitas, peso corporal e coleta de DNA.

A expectativa é acompanhar pelo menos 1.000 animais nessas condições, com os primeiros resultados já em andamento. Segundo os pesquisadores, o objetivo é que cada produtor possa desenvolver sua própria versão da “ovelha do futuro”, escolhendo quais características se adaptam melhor ao seu sistema de produção.

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