Escassez de trabalhadores acelera uma nova transformação na horticultura brasileira

Publicado em 16.08.26

Como será a colheita do futuro?

Quem produz frutas e hortaliças sabe que encontrar trabalhadores nunca foi uma tarefa simples. Em diferentes regiões e culturas, a mão de obra sempre esteve entre as principais preocupações dos produtores, especialmente nas atividades mais intensivas, como plantio, manejo e colheita. Na edição de agosto da revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, pesquisadores indicam que o que mudou não foi o surgimento desse problema, mas sua dimensão.

A dificuldade para contratar trabalhadores deixou de ser uma preocupação localizada ou sazonal e passou a influenciar decisões estratégicas dentro das empresas. Segundo pesquisadores, em muitas propriedades, o desafio já não é apenas formar equipes para a próxima safra, mas decidir como produzir, quanto investir, até onde expandir e quais tecnologias adotar para manter a atividade competitiva.

Esse movimento não é exclusivo do Brasil. Em diferentes países, a redução da oferta de trabalhadores tem levado o setor a investir em mecanização, automação, qualificação profissional e novas formas de organização da produção. Na horticultura, porém, esse desafio é ainda maior. Muitas operações continuam altamente dependentes do trabalho humano, tornando a disponibilidade de mão de obra um fator cada vez mais relevante para a gestão das empresas.

Confira a matéria completa na Revista Hortifruti Brasil.

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