Maior prêmio já conquistado pela ciência brasileira é entregue a Mariangela Hungria
A pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria tornou-se a décima mulher a ser laureada com o Prêmio Mundial de Alimentação – World Food Prize (WFP) -, reconhecido como o “Nobel da Agricultura”, em cerimônia realizada em Des Moines, nos Estados Unidos.
Concedida pela Fundação World Food Prize, a distinção celebra o impacto de 40 anos das pesquisas da cientista brasileira e sua contribuição ao desenvolvimento de insumos biológicos para a agricultura.
“Estou vivendo um sonho que jamais imaginei. Essa semana tem sido muito especial e de muita emoção. A repercussão dessa premiação tem sido incrível: uma oportunidade de abordar a sustentabilidade da produção agricola brasileira, a nossa liderança no uso de biológicos, e mais, a importância de se investir em pesquisa”, reflete Mariangela
Mashal Husain, presidente da Fundação World Food Prize, explica que o Prêmio Mundial de Alimentação reconhece pessoas que fortalecem a segurança alimentar global. Durante o evento “Bourlaug Dialogue”, realizado em Des Moines, estiveram reunidos cerca de mil representantes de 41 países – pioneiros em AgTechs, líderes em agronegócio, cientistas, lideranças, agricultores, ministros da Agricultura, chefes de estado, CEO de bancos, entre outros.
“Não há dúvida de que a Mariangela é uma cientista incrível: ela é exatamente o tipo de pessoa que Norman Borlaug estava procurando. Ela é alguém que conhece sua pesquisa, mas que compartilha os resultados com os agricultores. Dr. Borlaug sempre dizia, leve a mensagem para o agricultor. E ele estaria incrivelmente orgulhoso hoje de saber que a Dra. Mariangela Hungria é a nossa 56ª laureada do Prêmio Mundial de Alimentação”, destaca Mashal.
Para o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, que esteve na cerimônia de laureamento, o prêmio é um marco excepcional, não apenas para Mariangela e a Embrapa, mas para toda a ciência brasileira. “É um privilégio estar aqui e testemunhar esse momento que é o maior prêmio que a ciência brasileira já ganhou”, comemora.
Inspiração para outras mulheres
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, comemorou o fato de uma pesquisadora da Empresa ser reconhecida com o Prêmio Mundial da Alimentação. “Esse prêmio é um orgulho para todos nós e reforça o papel da ciência brasileira na construção de uma agricultura mais sustentável. A trajetória da doutora Mariangela Hungria expressa o compromisso da pesquisa pública com a inovação e o avanço do conhecimento em benefício da sociedade. Que esse reconhecimento sirva de inspiração para que outras mulheres sigam seus sonhos e encontrem na ciência um caminho de transformação”, comemora Silvia.
O chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, também comemorou o reconhecimento da cientista. “É um privilégio contar com a expertise da Mariangela na Embrapa Soja. E, principalmente, na área de bioinsumos, em que o Brasil é líder mundial. A adoção dos bioinsumos vem crescendo mundialmente aproveitando a biodiversidade, colaborando para reduzir custos e as emissões de gases efeito estufa. São novas tecnologias que colocam o Brasil como referência em sustentabilidade agrícola”, ressalta. “Mariangela é um orgulho para a Embrapa e para todo o Brasil”.
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