Cotonicultura está entre as cinco principais lavouras do Brasil
O Dia Mundial do Algodão é uma data comemorada anualmente em 7 de outubro desde 2021
A cotonicultura possui grande importância para o agronegócio brasileiro, tanto na produção para exportação quanto na alimentação de animais. Além disso, o caroço do algodão é rico em celulose, que pode ser utilizada para a produção de biodiesel.
Segundo dados do Valor Bruto da Produção (VBP), elaborados pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a lavoura da cotonicultura está entre as cinco principais do país, com valor estimado em R$ 36,6 bilhões até agosto de 2025.
“O algodão é um exemplo do quanto o agro brasileiro pode crescer com tecnologia, sustentabilidade e agregação de valor. Cada hectare cultivado representa emprego, renda e inovação. Conquistamos novos mercados e aumentamos a credibilidade do algodão brasileiro mundo afora. Celebrar o Dia Mundial do Algodão é reconhecer o papel dos nossos produtores e da pesquisa nacional, que colocam o Brasil entre os maiores produtores e exportadores globais”, destaca o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro
A área da cotonicultura mais que dobrou, conforme o relatório Perspectivas para a Agropecuária, referente à safra 2025/2026, elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), alcançando mais de 2 milhões de hectares. Há ainda a expectativa de um crescimento de 3,5% na área e de 0,7% na produção, alcançando o recorde de 4,09 milhões de toneladas, impulsionado por estados que possuem grande potencial para o cultivo nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste. Para as regiões do Centro-Oeste e do MATOPIBA, a safra do algodão alcança a segunda posição, abaixo apenas da soja.
A boa rentabilidade e a possibilidade de venda antecipada da produção têm levado os produtores a optarem pela cultura ou a ampliarem suas áreas. Para a safra 2025/2026, a expectativa é de um crescimento de 3,5% na área, impulsionado por estados com grande potencial para o cultivo, como Bahia, Piauí, Minas Gerais e Tocantins. Destaca-se que, mesmo diante da projeção de produtividade do algodão em pluma de 1,89 tonelada por hectare (redução amena de 2,7%), a produção deverá crescer 0,7%, alcançando o recorde de 4,09 milhões de toneladas.
O Brasil é o maior exportador de algodão do mundo, com 30,7% de participação nas importações globais e US$ 5,2 bilhões exportados em 2024. Até agosto deste ano, as exportações alcançaram quase R$ 3 bilhões, tendo como principais destinos Vietnã, Turquia, China, Índia, Indonésia e Egito, de acordo com dados do Sistema Agrostat do Mapa.
Versatilidade da Cultura
A unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária voltada para o algodão (Embrapa Algodão) apresentou que as fibras curtas do caroço do algodão são ricas em celulose, que pode ser utilizada não apenas na produção têxtil e de vestuário, mas também em papéis e aditivos alimentares.
Além disso, o caroço, quando esmagado, é rico em óleo, que pode ser utilizado na elaboração de alimentos, sendo também uma fonte de proteína para a alimentação animal, especialmente para ruminantes, como os bois. Outros animais também podem receber uma porcentagem de torta ou farelo de algodão em suas dietas. A quantidade varia dependendo da espécie e da fase de desenvolvimento do animal.
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