Resíduos de frutas e verduras viram energia limpa em novo sistema da Embrapa

Publicado em 15.09.25

Resumo da matéria

  • Sistema Integrado de Reatores Anaeróbios foi desenvolvido para transformar os resíduos orgânicos gerados pela Ceasa (CE) em energia renovável
  • Todos os meses, de 17 a 25 toneladas de frutas e hortaliças – impróprias para o consumo humano – são enviadas ao aterro sanitário do estado, a um custo superior a R$ 200 mil
  • A inovação, desenvolvida pela Embrapa e pela Universidade Federal do Ceará (UFC), maximiza a geração de biogás para produção de energia
  • A quantidade de biogás gerado na Ceasa-CE é capaz de produzir energia elétrica suficiente para suprir 100% da demanda em horários de pico, representando economia de 20% na conta de energia elétrica

Todos os meses, entre 17 e 25 toneladas de frutas e verduras descartadas pela Central de Abastecimento do Ceará (Ceasa-CE) seguem para aterros sanitários, a um custo anual de cerca de R$ 230 mil. Para transformar esse passivo em energia renovável, pesquisadores da Embrapa e da Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolveram o Sistema Integrado de Reatores Anaeróbios

A inovação aumenta a produção de biogás rico em metano, ocupa menos área e reduz custos operacionais e emissões de gases de efeito estufa. Projetada inicialmente para a Ceasa cearense, a tecnologia tem potencial de replicação nas outras 57 centrais de abastecimento do Brasil.

O processo consiste em triturar e prensar os resíduos em duas frações: líquida e sólida. A fração líquida é tratada em reatores de alta eficiência, enquanto a sólida pode seguir para compostagem, resultando em fertilizante de qualidade, ou para reatores de metanização seca, ainda em fase de estudo.

Segundo a Embrapa, a quantidade de biogás produzida pode suprir até 100% da energia elétrica da Ceasa nos horários de ponta e mais 20% fora deles. Caso não seja consumida no próprio mercado, a energia pode ser comercializada na forma de biometano, agregando valor e reduzindo custos com transporte e descarte.

Além de contribuir para a economia circular, o sistema abre caminho para novas pesquisas, como a produção de biohidrogênio a partir dos resíduos. Embora ainda em escala experimental, essa rota reforça o potencial do agronegócio brasileiro para gerar soluções sustentáveis e inovadoras.

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