Etanol ganha força em testes para uso no transporte marítimo
A Maersk, maior empresa de transporte marítimo de contêineres do mundo, deu um novo passo na avaliação do etanol como alternativa para reduzir as emissões no setor.

Após testes bem-sucedidos com a mistura de 10% de etanol anidro adicionado ao e-metanol (metanol de origem sustentável) no motor de um navio bicombustível, a companhia iniciou uma nova fase utilizando a mistura de 50% de etanol (E50).
O estudo, conduzido pela equipe técnica da Maersk, havia testado inicialmente uma mistura com 10% de etanol combinada a e-metanol. Os resultados comprovaram que o combustível pode ser usado com segurança, sem comprometer desempenho, eficiência de combustão ou lubrificação do motor.
A expectativa agora é avaliar teores mais altos de etanol. A empresa já anunciou que deverá avançar para testes com 100% etanol em motores “flex”, tecnologia que vem ganhando espaço na indústria naval. Como etanol e metanol são ambos álcoois, compartilham propriedades que facilitam sua intercambialidade nos sistemas de combustão.
Segundo Emma Mazhari, head de Mercados de Energia da companhia, a iniciativa integra a estratégia de diversificar caminhos para a descarbonização:
“Acreditamos que múltiplos combustíveis serão essenciais para que o transporte marítimo alcance suas metas climáticas”
O interesse da Maersk reforça o potencial do etanol, especialmente o produzido no Brasil, para ganhar espaço no transporte marítimo, segmento responsável por cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa.
A companhia pretende operar 19 embarcações bicombustível até 2025 e já possui um portfólio que inclui bio e e-metanol, além de biodiesel e, a partir de 2027, biometano liquefeito (bio-LNG). A adoção de etanol pode ampliar ainda mais as alternativas de combustíveis renováveis para sua frota.
Sustentabilidade
ver mais