Selo Beef on Dairy qualifica carne premium no Brasil

Publicado em 20.01.26

Uma iniciativa inédita no país integra ciência e setor produtivo para qualificar o mercado de carne premium. Desenvolvido pela Associação Brasileira de Angus, com participação técnico-científica da Embrapa, o selo Beef on Dairy estimula o cruzamento de vacas leiteiras Holandesas e Jersey com touros Angus, estratégia já consolidada em mercados internacionais.

A estratégia para o selo Beef on Dairy estimula o cruzamento de touros Angus (foto) com vacas leiteiras das raças Holandesa e Jersey – Foto: Edu Rocha

Além de oferecer carne diferenciada para o mercado de cortes nobres, o selo amplia as opções de renda dos produtores de leite, criando novas oportunidades de comercialização dos animais.

Ganho para o produtor e o consumidor

Para o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli, o selo representa um avanço para a pecuária nacional. “É o casamento perfeito entre as raças: o produtor se beneficia e o consumidor tem acesso a uma carne diferenciada”, afirma.

Base científica e rigor técnico

Segundo o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul (RS), Fernando Cardoso, o selo se apoia em uma base científica robusta. “Desenvolvemos critérios técnicos e índices genéticos que permitem identificar, com precisão, os touros Angus mais indicados para o cruzamento com vacas Holandesas e Jersey”, destaca.

O trabalho foi realizado no âmbito do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), que garante segurança técnica ao setor e contribui para a agregação de valor em toda a cadeia.

Critérios específicos para cada raça

Como as raças leiteiras não são especializadas em carcaça, o Beef on Dairy conta com dois selos: um voltado ao Jersey, com atenção ao tamanho dos bezerros no parto, e outro ao Holandês, considerando o porte elevado da raça.

A Embrapa participa da implementação por meio do Promebo, gerenciado pela Associação Nacional de Criadores (ANC), responsável pelo índice técnico que orienta a seleção dos touros com foco em crescimento, área de olho de lombo e conformação de carcaça. O selo também atende à demanda das centrais de inseminação, agregando valor ao sêmen certificado.

Para Leandro Hackbart, conselheiro técnico da Angus e da ANC, a iniciativa traz mais segurança ao produtor. “Criamos parâmetros claros que garantem transparência e confiança, do campo ao consumidor”, reforça.

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